A Lei do Lobinho. REAL


BY: Estevao Valente Tem muita gente que não gosta de assumir que nasceu viado, mas eu não.
Nasci e pronto.
Sou até hoje sou viadão, mas sou discreto.
Quando era novinho dois moleques de um edifício vizinho ao meu na Barata Ribeiro, me levaram para a garagem do prédio deles e me comeram.
Me lembro que o mais velho pedia para eu ficar “quietinho que tava tomando o gostinho”
O outro se masturbava e pedia “agora eu, agora eu” e se me lembro nunca chegava a hora dele.
O mais velho pediu para eu fosse com determinado short – que eu já tinha ido- para facilitar o ‘brinquedinho’ e eu fui.
Eu adorava a brincadeira.
Era ótimo, até que um primo contou para minha mãe e nós mudamos.
No novo prédio o ‘Baiano’, um pré adolescente safado e gostoso paca, me comeu várias vezes.
Mas, daquela época o que me lembro com saudade foi o filho do porteiro da frente, um moleque parrudo, forte, macho, com um pau já desenvolvido, que me comeu com gosto e eu adorei. Levei tudo e queria mais. Pena que foi só uma vez.
No Colégio Leblon , George Braga e Pagé, o pajezinho, nome de família, fazíamos troca-troca no banheiro.
Ficamos os três em cima do vaso sanitário na hora do recreio e entravamos em função.
Só que nenhum gozava ainda rsrsrssrrs
O George Braga e eu morávamos em Copacabana.
Eu na Júlio de Castilho e ele na Almirante Gonçalves.
O Pagé morava em Ipanema.
No aniversario do George , eu fui convidado – o Pagé não foi- e lá encontrei o Jorge Barbieri, primo do meu amigo de troca-troca.
Era um belíssimo adolescente (+ para macho) de Copacabana, lindo de morrer, olhos verdes, corpo forte distribuído em 170 cm, penas e braços fortíssimo, queimado dos Sol da praia, de 16 anos.
“ Tevinho esse é meu primo Jorge. Ele, também, é escoteiro como você”, falou rindo George Braga e saindo com os trejeitos de Madame Hortense do filme Zorba, o Grego, ou seja, uma verdadeira Bambolina Bichalda.
E me deixou com aquele morenão e eu mas sem graça do que virgem galega de Oya em dia de noite de núpcias.
Eu era só desejo pelo Jorge Barbieri.
E parece que ele, também, queria, pois falava com aquela voz de mormaço, voz grossa de locutor de rádio, que deixa as mulheres molhadinhas e as bichinhas salientíssimas.
Falava quase no meu ouvido e eu fiquei foi louco, mas aguentei firme.
Retrocedendo um pouco.
Naquela época meus pais me colocaram no escotismo.
Meu pai acreditava nos ideais do Tenente-general Sir Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, 1º Barão de Baden-Powell , OM , GCMG , GCVO , KCB , DL , fundador do Escotismo.
E eu odiava.
Eu era mimado pela ‘Babá’, que fazia tudo para mim, mas nos “Lobinhos”, ramo ou grupo de meninos entre 6 e 10 anos, eu tinha que fazer as coisas para mim mesmo e eu não sabia como.
Era um tormento.
Eu sempre fui reservado.
Não fazia minhas necessidades – menos pipi- na frente de ninguém.
Quando via um garoto na escola fazer as suas , eu o cortava das minhas brincadeiras, pois tinha asco.
Um dia vi um deles se limpando e comecei a vomitar de nojo.
Foi horrível.
E nos “Lobinhos” os reservados não tinham portas.
Era um tormento.
Na volta para casa tinha que tomar colheres e mais colheres de Leite de Magnésia Phillips para resolver o meu problema.
Outra coisa que eu detestava era a fila do café d’amanhã.
Eu não suporto café com leite e era obrigado a tomar.
Tenho repugnância a excesso de manteiga no pão, e o pão era super cheio de manteiga.
Eu dava o meu café para um gordinho que tinha na minha Matilha, um grupo de seis meninos, e 12 Matilhas formavam uma Alcateia.
A comida era ‘boia fria’ e eu comia porque não tinha jeito, mas como bom menino fresco detestava.
Enfim, era um tormento.
A Lei do Lobinho, tem cinco artigos:
• O Lobinho ouve sempre os Velhos Lobos;
• O Lobinho pensa primeiro no outros;
• O Lobinho abre os olhos e os ouvidos;
• O Lobinho é limpo e está sempre alegre;
• O Lobinho diz sempre a verdade.

Noutro dia no colégio, George falou:
“ Tevinho cuidado meu primo tem um pau grosso que parece uma rolha de vinho, quando sai faz até barulho.”
“ Como você sabe?”
“ Eu já dei para ele. Rsrsrsrsrsrsr”, falou minha amiga Bambolina Bichalda.
Fiquei mais curioso ainda.
E chegou o final de semana da Celebração Geral do Escotismo no Brasil, um acantonamento anual que naquele ano ia ser numa Base Naval no interior do Rio de Janeiro.
Acantonar é distribuir ou aquartelar tropas em várias subunidades militares, o mesmo que alojar em prédios ou casas militares.
Diferente de acampar que é instalar-se de maneira provisória na praia, no campo aberto.
Meus pais havia trazido dos EUA um sleep bag , um sacão de dormir para me manter aquecido enquanto eu dormia mesmo em temperaturas tão baixas quanto 0 °, mas que cabia duas pessoas.
Não era um trambolho porque enrolava todinho e ficava fácil de carregar, mesmo levando nas costas uma mochila e na cintura um cantil térmico de 1 litro, também americano.
Meus pais me “aformosearam” com tudo de melhor que havia para   os ‘Boy Scouts’ Americanos, era o sucesso entre os chefes, e a inveja de muito garoto.
Eu nem estava ai para o fato, pois detestava se “Lobinho”.
Na hora da apresentação uma surpresa:
O chefe Felipe estava com apendicite, e o chefe o Jorge Barbieri seria o nosso responsável.
Eu tremi de alegria.
Cumprimentou um a um e parando em mim falou:
“ Lembre-se que Lobinho ouve sempre os Velhos Lobos”. E riu
Ri, mas nem sei por que.
A SEDE tinha vários andares, várias pequenos locais para as Matilhas e eram nesses locais que dormíamos em casa de atividades.
Dava fácil para sete colchonetes espalhados pelo chão.
Coloquei o meu no canto de sempre, de costas para a parede.
Fomos dormir cedo, tínhamos que partir as 6:00 d’amanhã.
Como sabem o meu sleep bag cabiam duas pessoas e...
“ Posso dormir com você. Tá muito frio. Posso?”, falou aquela voz de mormaço no escuro.
“ Claro que pode, o Lobinho pensa primeiro no outros”, falei sorrindo.

Foto 1 do conto: A Lei do Lobinho. REAL



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